Lisandro Hubris
A Bíblia é tão mística como a feitiçaria, a alquimia e a astrologia
Textos
A maioria substitui a realidade por expectativas agradáveis

Embora desde do nascimento o cérebro humano vá aprendendo e amadurecendo…
Algum instinto pode ser mais poderosos do que a racionalidade.
Até porque, geralmente o cérebro dos humanos só atinge a plena maturidade mental em torno dos 30 anos de idade.
E o populacho brasileiro ainda é do tipo emocional, e que apenas reage, e não do tipo racional, e que passa por transformações dolorosas e difíceis, porém capaz de abrir a nossa mente.

Por mais inteligente que o cidadão possa ser em outros quesitos…
Quando se trata do fato incontestável de que tudo o que nasce também morre.
A maioria tem dificuldade de aceitar que a morte é o fim da vida.

Pois a tarefa mais difícil que o cérebro consegue realizar é ser CAPAZ DE ACEITAR A REALIDADE, sem inventar expectativas que lhe sirvam de consolo...

Só alguns poucos humanos (entre todos os outros tipos de seres existentes), possui um equilíbrio emocional tão desenvolvido ao ponto de aceitar que para o Universo a numerosa, insignificante, e passageira vida humana não precisa ser ETERNA, não precisa ter algum “PROPÓSITO”, não precisa ter alguma “FINALIDADE”, ou mesmo não precisa ter algum “SENTIDO”...

Nietzsche explicou que “Por vezes as pessoas não querem ouvir a verdade, porque não desejam que as suas ilusões sejam destruídas.”

Apesar de Deus e a Alma serem apenas ilusões, por não aceitar que a morte é o fim da vida, e não admitir que só existe o mundo físico, o místico ignora a realidade.
Se agarra nas expectativas reconfortantes,
Insisti que a vida humana teria alguma FINALIDADE, que teria algum PROPÓSITO, ou que teria algum SENTIDO…
E substitui a realidade por absurdas fantasias religiosas.

Pois o religioso NECESSITA (tanto de forma emocional como psicológica), acreditar no seu imaginário “Papai do Céu”.
E se agarra nas expectativas que só faz sentido no mundo da fantasia…

Já que no quesito religião o cérebro do religioso fundamentalista possui um Déficit cognitivo, ou não passou da fase do pensamento mágico, para a fase onde se consegue conviver com a realidade.
É impossível o religioso fundamentalista conseguir Pensar fora da caixa”, ou ir além dos limites impostos pela sua genética.
Pois apesar de o religioso conseguir enxergar os absurdos existentes nas mitologias alheias, quando se trata das suas próprias crenças, a Racionalidade fragmentada do religioso é sufocada pelos instintos, pelas expectativas, e pelo lado emocional.

Se já não bastasse que as diferenciações cerebrais dos humanos sejam influenciadas pela Genética, pelos Hormônios, pelos Fatores ambientais, por se ingerir poucas proteínas animais, pelo fato do feto ter tido o cérebro esmagado (ao passar pelo canal de parto da gestante), etc.

As 4 estruturas cerebrais dos humanos chamadas NIHA “Núcleo Intersticial do Hipotálamo anterior”, ajudam controlar o funcionamento do cérebro.
Determinam o tipo de personalidade que cada cidadão possui.
E predispõem o indivíduo para ser religioso, assim como, para ser dependente químico, ser boêmio, ser homossexual, ou possuir alguma falhas de caráter.


A Ciência cognitiva e a Neurociência explicam que:
Ao envelhecer e perder milhões de neurônios, o outrora agnóstico do passado pode não conseguir mais conviver com a realidade.
Ou precisar se agarrar nas expectativas que gostaríamos que fossem verdadeiras.

E isso explica porque mesmo depois de adulto, e tendo habilidades noutras áreas, o religioso continua acreditando nas versões infestadas de mitologias, sem conseguir enxergar os absurdos que violam as leis do Cosmo.

Resumindo, toda intencionalidade baseada na força numérica, na ética, na moral, na “Justiça”, ou em alguma mitologia religiosa, não passam de atributos inventados pelos humanos.
 
Lisandro Hubris
Enviado por Lisandro Hubris em 20/07/2020
Alterado em 01/08/2020
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